terça-feira, 15 de outubro de 2019

Fichas e Crónicas de todos os jogos oficiais disputados pelo "Chico" Vital no Sport Lisboa e Benfica, durante a Época de 1980/1981.


O primeiro jogo oficial de Francisco Vital no Sport Lisboa e Benfica aconteceu no dia 20 de Agosto de 1980, em Esmirna, na Turquia, a contar para a 1ª. MÃO da ELIMINATÓRIA PRELIMINAR da, já extinta, TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS. Assim:

ALTAY IZMIR, 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (20 de Agosto de 1980),

"Ataturk Stadi", em Esmirna, na Turquia,

Árbitro: Yorsan Zhezhov, da Bulgária,

ALTAY: Saidt; Sabatin, Zafer, K. Dikmen e Bilal (Umit, 40m), Seref (Oturmazer, 64m), K. Mustafah, Ondek e K. Kilic; Ahmet e Bheic. Treinador: Sukru Ersay.

BENFICA: Manuel Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), João Laranjeira e Minervino Pietra; António Veloso (Shéu Han, depois do intervalo), Carlos Manuel, João Alves e Fernando Chalana, Tamagnini Nené e o brasileiro César (FRANCISCO VITAL, 67m). Treinador: Lajos Baroti (Húngaro).

O Jornal "A Bola", titulou, no dia 21 de Agosto de 1980: "Golos...0...Jogadores...26". Um jogo sem história.

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ELIMINATÓRIA PRELIMINAR DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS (2ª. MÃ0):

SPORT LISBOA E BENFICA, 4 - ALTAY IZMIR, 0 (03 de Setembro de 1980),

Na crónica do Jornal "A Bola", do dia 04 de Setembro de 1980, titulava "Quatro golos...Todos bonitos" [numa] "Noite calma, tépida, mas suavizada por ligeira brisa. Muita gente, embora um pouco longe da lotação completa. Piso em excelentes condições: um verdadeiro tapete de veludo",

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Robert Wurtz, de França,

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes (Frederico Rosa, 80m), Humberto Coelho (capitão), Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel, Alves e Shéu; Nené (VITAL, 80m), César e Chalana. Treinador: Lajos Baroti.

ALTAY: Saidt; Kemal Eron, Sabatin, Zafer, Lerei e Umit, K. Mustafah, Onoer e B. Kemal; Weuriz (Bilia, 59m) e Bi Mustafah. Treinador: Sukru Ersay.

GOLOS: Chalana (22m); Humberto Coelho (44m); Nené (63m) e o Brasileiro César (70m).

VITAL, apesar de ter jogado apenas os últimos 10 minutos da 2.ª parte, deu um pouco de força ao ataque, teve um remate forte, mas o jogo também não lhe deu para mais.

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O "Chico" estreou-se, pelo Sport Lisboa e Benfica, no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Portuguesa apenas à 3.ª Jornada, no dia 07 de Setembro de 1980, em Braga, curiosamente na cidade onde, ocasionalmente, nasceu, devido ao facto de seu pai, Eduardo Vital, jogar no Sporting local, durante o ano de 1954. Assim:

3ª. Jornada (1.ª Divisão Nacional): SPORTING CLUBE DE BRAGA, 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 3

Estádio 1.º de Maio, em Braga,

Árbitro: Armando Paraty, do Porto,

SPORTING DE BRAGA: Valter; Artur, Luis Horta, Duarte e João Cardoso (Germano, 24m); Iglésias (Nélito 30m), Vilaça e Paulo Rocha; Malheiro, Chico Faria (capitão) e Jacques. Treinador: Mário Lino.

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Laranjeira, Frederico e Pietra; Carlos Manuel (Veloso, 30m); Shéu e Chalana; Nené (capitão) e César (VITAL). Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: João Cardoso (44m, na própria baliza); Nené (57 m) e Alves (89 minutos).

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Francisco Vital participou no seu primeiro derby, como sénior (pois já tinha realizado mais jogos contra o Sporting, enquanto júnior do Benfica), com o principal rival lisboeta, o Sporting, referente à 1ª. MÃO da SUPERTAÇA NACIONAL, igualmente, referente à Época de 1979/1980, na qual o Sporting Clube de Portugal tinha sido Campeão Nacional e o Sport Lisboa e Benfica Vencedor da Taça de Portugal. Assim:

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, 2 - SPORT LISBOA E BENFICA, 2  (10 de Setembro de 1980),


Estádio José de Alvalade, em Lisboa,

Árbitro: Vítor Correia, de Lisboa,

SPORTING: Vaz; Francisco Barão, Zezinho, Eurico Gomes e Augusto Inácio; Manuel Fernandes (capitão), Ademar e Salvador (o brasileiro Dílson, depois do intervalo); Lito, o brasileiro Manoel (Freire 30m) e Rui Jordão. Treinador: Fernando Mendes.

BENFICA: Bento (Botelho, depois do intervalo); Humberto Coelho (capitão), António Bastos Lopes; Laranjeira e Frederico, Shéu; Carlos Manuel, Alves e Chalana (José Luís, 81m); César (VITAL, depois do intervalo) e Nené. Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Carlos Manuel (12m); César (43m) e Jordão (60 e 70m).

Relativamente a este jogo o Jornal "A Bola", titulava na sua edição de Quinta-Feira (pois o jogo realizou-se a uma Quarta-Feira à noite), do dia 11 de Setembro de 1980: "Leões acordaram a tempo ou o sono traiu os benfiquistas", e o nosso amigo "Chico" que tinha entrado ao intervalo a substituir o brasileiro goleador, César, foi analisado por este jornal da seguinte forma: "Tem vindo como se sabe a ser pouco utilizado e o que é verdade é que o antigo pupilo de Pedroto começa a denotar falta de ritmo. O que é mau para um jovem. Perdeu um golo fácil após jogada individual de Chalana".

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4ª. Jornada (1.ª Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 6 - PENAFIEL FUTEBOL CLUBE, 0 (14 de Setembro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Raúl Nazaré, de Setúbal,

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel, Alves (Veloso 70m) e Shéu (VITAL depois do intervalo); César, Nené e Chalana. Treinador: Lajos Baroti.

PENAFIEL: Cerqueira; Celton, Carriço, Kikas, Santos (Artur, 20m) e Leonel; Branco, Abel, Walter e Teixeira (Faia, 58m), Coimbra. Treinador: Luis Miguel.

GOLOS: Alves (51 e 54m); Carlos Manuel (63m); Nené (2 golos) e César (85m).

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1ª. ELIMINATÓRIA DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS (1.ª MÃO):

DÍNAMO DE ZAGREB, 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (17 de Setembro de 1980),

Estádio do Dínamo (com o nome actual de Maksimir), em Zagreb (antiga Jugoslávia, actual Croácia),

Árbitro: Horst Brunmeier, da Áustria,

DÍNAMO DE ZAGREB: Stincic; Hadzic, Tucak, Mustedanagic e Kurtela; Bogdan, Dumbovic (Maricenovic, aos 72m) e Bosniak; Deveric, Kranjcar (capitão) e Kovacevic. Treinador: Ivan Markovic.

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão, por lesão foi substituído por Alberto Bastos Lopes, aos 30m), Laranjeira e Frederico; Carlos Manuel, Alves, Shéu e Chalana; Nené e César (VITAL, aos 67m). Treinador: Lajos Baroti.

O Jornal "A Bola", titulava a 18 de Setembro de 1980, que este "Empate [foi] algo feliz e que tudo promete para a Luz", afirmando que o "Chico", que jogou os 23 minutos finais, em substituição de César estava "Naturalmente desejoso de conquistar um lugar como está, revelou muito empenho, muita determinação, mas fez-lhe falta a espontaneidade que a sua missão exigia, pelo que não logrou atingir a evidência que a César se negou igualmente".

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5ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 2 - PORTIMONENSE SPORTING CLUBE, 0 (21 de Setembro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa. Boa assistência, na casa dos 40 mil espectadores. Tarde e relvado excelentes.

Árbitro: Marques Pires, de Setúbal,

BENFICA: Bento; Frederico, António Bastos Lopes, Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel (José Luís, 73m), Alves e Shéu; César (VITAL, 73m), Nené e Chalana. Treinador: Lajos Baroti.

PORTIMONENSE: Conhé; Tobica, João Cardoso, Quaresma e Murça; Valter, José Rachão (Rogério, 41m), Carlos Alberto e Caíca; o brasileiro Paulo Campos e o inglês Peter (Vítor Gomes, 63m). Treinador: Manuel de Oliveira.

GOLOS: Laranjeira e Alves (26m).

O Jornal "A Bola" na sua edição, de 22 de Setembro de 1980, titulava: "Equipa de duas faces. Benfica de duas épocas...Na primeira parte, o ritmo, o brilho, o espectáculo do «Benfica-80»; na segunda, a lentidão, a mediocridade e a ineficácia do «Benfica-79»".

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1ª. ELIMINATÓRIA DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS (2ª. MÃO):

SPORT LISBOA E BENFICA, 2 - DÍNAMO DE ZAGREB, 0 (01 de Outubro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Gianfranco Menegali, de Itália,

BENFICA: Bento; Frederico, Humberto Coelho (capitão, substituído, por lesão, por Alberto Bastos Lopes, 70m), Laranjeira, Pietra; Carlos Manuel, Alves, Shéu e Chalana; Nené e César (VITAL, 74m). Treinador: Lajos Baroti.

DÍNAMO DE ZAGREB: Stincic; Jovicevic, Kurtela, Bogdan e Tucak, Bosnjak, Mustedanagic e Kranjcar (capitão, substituído por Poljak, 75m); Cvetkovic (Dumbovic, 60m), Deveric e Kovacevic. Treinador: Ivan Markovic.

GOLOS: Nené (17m) e César (56m).

O nosso "Chico" Vital só entrou neste jogo devido ao facto do brasileiro Jorge Gomes, se ter recusado a entrar em campo, num jogo que o Jornal "A Bola", na sua edição de 02 de Outubro de 1980, titulou de "Salpicos de noites europeias, promessas de novas proezas", reconhecendo que o "«Bando dos quatro» (Pietra-Carlos Manuel-Nené-César) «matou» os jugoslavos", avaliando, o mesmo Jornal, que o "Chico", "jogando só 19 minutos nada fez de assinalável, talvez, até, porque nessa altura já a equipa estava claramente tranquila e bem mais interessada no fim do desafio".

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2ª. Jornada (jogo em atraso da 1ª. Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 1 - VARZIM SPORT CLUBE, 0 (04 de Outubro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: José Luís Tavares, de Setúbal,

BENFICA: Bento; Frederico, António Bastos Lopes (José Luís); Laranjeira e Pietra, Carlos Manuel, Alves, Shéu (VITAL) e Chalana; Nené (capitão) e César. Treinador: Lajos Baroti.

VARZIM: António Jesus; Vitoriano, Torres, Serra e Guedes; André, Albino, Pinto (capitão) e Toni; José Domingos (Valdemar) e António Borges (Formosinho). Treinador: José Carlos.

GOLO: Alves.

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7ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 4 - ACADÉMICO DE COIMBRA, 0 (19 de Outubro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Amândio Silva, de Setúbal,

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes (VITAL, 30m), Frederico, Laranjeira e Pitra; Carlos Manuel (Veloso, 67m), Shéu, Alves e José Luís, Nené (capitão) e Cesár. Treinador: Lajos Baroti.

ACADÉMICO DE COIMBRA: Melo; José Manuel, Rosário, Santana, Tomaz e Cardoso, Óscar, Camilo (capitão), Álvaro Magalhães e Henrique; o brasileiro Eldon e também Parente. Treinador: Francisco Andrade.

GOLOS: César (48m e 72m), Alves (59m) e VITAL (67m).

O "Chico", neste jogo com o Académico de Coimbra, marcou o seu primeiro golo oficial no Sport Lisboa e Benfica, que o Jornal "A Bola", o descreveu, na sua edição de 20 de Outubro de 1980, como o culminar de uma "Jogada individual de VITAL que, do ado direito, passou dois adversários e, já junto à linha de fundo arrancou um centro remate. Melo e Nené saltaram, nenhum chegou à bola e ela acabaria por entrar junto ao poste contrário".

Na análise ao jogo, o mesmo Jornal, titulou a importância do "Chico" em letras "garrafais", na primeira página da sua edição: "Foi preciso VITAL(izar) o ataque do Benfica", na qual assinalava que "De facto, o Académico para além de ter conseguido não sofrer golos até ao intervalo, chegou a incomodar o Benfica...Até que Baroti acreditou finalmente, que a equipa estava num beco sem saída e como o Benfica tem um «plantel» invejável, um «plantel» que, por si só, também ajuda muito ao saber de qualquer técnico, resolveu-se pela utilização de VITAL, decidindo, inclusivamente, abdicar de um defesa - Bastos Lopes. E Baroti viu bem, já que VITAL viria trazer maior poder de concretização a um ataque demasiado vigiado, e também, talvez, a sofrer e uma certa dose de comodismo...[Mas] à entrada de VITAL, tinha respondido o técnico do Académico com a entrada de Parente, na missão de não deixar livre o novo avançado do Benfica...[Na segunda parte] os atacantes do Benfica [Nené-VITAL-César] terão entendido que a utilização de VITAL tinha mais uma função de descongestionar a zona central da área de Coimbra, do que, propriamente, torná-la mais povoada. Nené e VITAL ão poderiam, por isso, ser «pontas-de-lança» estáticos. Pelo contrário, teriam  que recuar, vir buscar a bola, procurar espaços e, sobretudo, tirar de lá «académicos» dando maior espaço de manobra a César. E a verdade é que logo aos 3 minutos (48m), o Benfica fez o seu primeiro golo. Foi um centro largo, os «pontas-de-lança» do Benfica não estavam juntinhos no mesmo sítio, VITAL (longe da baliza) preferiu cabecear na direcção de César e este, aproveitando (e bem) a ligeira desatenção da defensiva de Coimbra, atirou e fez golo...Desfazia-se assim, o sonho bonito da jovem equipa de Coimbra. Para trás, ficavam quarenta e oito minutos de resistência que passavam a ter pouco sentido...VITAL terá sido o que mais deu nas vistas, porque foi após a sua entrada que a equipa passou a reagir melhor às dificuldades até entãoencontadas...Foi, portanto, bem necessária essa VITAL(ização) do ataque «encarnado»".

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2ª. ELIMINATÓRIA DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS (1ª. MÃO):

MALMÖ FF, 1 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (22 de Outubro de 1980),

Malmö Stadion, em Malmö , na Suécia,

Árbitro: Siegfried Kirschen, da República Democrática Alemã (RDA),

MALMÖ: Jan Möeller; Roland Andersson (capitão), Timmy Parkin, Ken Jonsson e Ingemar Erlandsson; Magnus Andersson, Robert Prytz e Roy Andersson; Tommy Hanson (Mats Arvidson, 65m), Paul McKinan e Jan-Olov Kinvall. Treinador: Keith Blunt (Inglês).

BENFICA: Bento; Frederico; António Bastos Lopes (José Luís, depois do intervalo), Laranjeira e Pietra; Shéu; Carlos Manuel (Veloso, 68m), Alves e Nené (capitão), VITAL e César. Treinador: Lajos Baroti.

GOLO: Magnus Andersson (48m).

O Jornal "A Bola", na edição de 23 de Outubro de 1980, avalia o "Chico" no seu primeiro jogo oficial a titular no onze do Sport Lisboa e Benfica, "Com o seu respeito extremamente combativo, [e] que esteve à altura da missão que lhe foi confiada, no que se refere a nunca dar tréguas à defensiva contrária, mas foi evidente que, noutros aspectos, falhou demasiadamente, por manifesta menor capacidade de execução do que quase todos os seus companheiros...não lhe saíram bem três ou quatro ensejos de disparo, alguns dos quais em posição frontal às redes".

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Antes de um F.C.PORTO vs BENFICA, referente à 8ª. Jornada do Campeonato Nacional da 1ª. Divisão Nacional, o Jornal "A Bola", na sua edição de 23 de Outubro de 1980 e numa crónica assinada pelo jornalista Vítor Serpa (nos dias de hoje Director deste mesmo Jornal desportivo), tendo por título: "VITAL um regresso às Antas. Benfica tem de ser uma equipa de ataque...Penso que poderia ser utilizado mais cedo na equipa", anteviu com o "Chico" Vital a importância desse "clássico" do futebol português e outros assuntos relacionados com a sua anterior passagem pelo clube portista. Assim, começava a pequena entrevista:

"Segundo Lajos Baroti, VITAL jogará de inicio frente ao seu antigo clube, o F. C. Porto. Trata-se, pois, de um regresso às Antas, o que, no entanto, parece não preocupar grandemente o jogador: 

- Sabe que esses regressos são, hoje em dia, muito frequentes, na medida em que nós somos profissionais de futebol e, portanto, mudamos facilmente de clube. Hoje estamos numa equipa, amanhã poderemos estar noutra e por isso encaro este regresso às Antas com toda a naturalidade...

- Mas não gostaria de provar que fazia falta ao F. C. Porto?

- Não. Penso que não tenho de provar nada. Eu tenho o meu valor e o público das Antas conhece-me. Aliás, eu agradeço a esse público a maneira como sempre me tratou.

- Você poderia ter ficado «preso» ao F. C. Porto quando foi para o Bétis...

- Nessa altura o senhor Pedroto disse à Direcção do clube que era preferível pagar totalmente a transferência de Oliveira e não me deixar sair. No entanto, eu próprio falei com o senhor Pedroto e pedi-lhe que me deixasse aproveitar a oportunidade. Ele acedeu e eu fui para o Bétis.

- Depois, surgiu o Benfica e não está arrependido?

- Não, não estou nada arrependido. Apenas penso que poderia ter sido utilizado mais vezes, em jogos nos quais as minhas características poderiam tornar-se muito úteis à equipa. Claro que o técnico é que sabe quem deve jogar, e quem não deve, mas passaram jogos em que eu acho que poderia ter alinhado desde o início, até porque o Benfica tem de ser uma equipa de ataque".

E o que se passou no tal "clássico", foi o seguinte:

8ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): F.C.PORTO, 2 - SPORT LISBOA E BENFICA, 1 (25 de Outubro de 1980),

Estádio das Antas, no Porto,

Árbitro: Mário Luís, de Santarém,

F.C.PORTO: Fonseca; Gabriel, Simões, Freitas e Lima Pereira (o brasileiro Duda, depois do intervalo); Frasco, Rodolfo Reis (capitão), António Sousa e José Alberto Costa; Teixeira e Mike Walsh (da República da Irlanda). Treinador: Hermann Stessl (Austríaco).

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes (Veloso, 62m), Frederico e Laranjeira; Carlos Manuel, Alves, Pietra, Shéu (José Luís, 80m) e Nené; César e VITAL. Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Walsh (6m); Nené (13m); Costa (55m).

Num jogo que foi transmitido pela RTP, em directo, num sábado à noite, apenas assistiram ao vivo, este jogo, 15 mil espectadores. Jogo que o Jornal "A Bola", titulou, na sua edição de segunda-feira, no dia 27 de Outubro de 1980: "E tudo o Bento levou de um F. C. Porto «cheio de saúde»... [e no] Império Austro-Húngaro das tácticas da bola moderna. Quando Stessl encontrou a «equipa natural» não foi difícil ao F. C. Porto ganhar o jogo". E no seu regresso às Antas, mas como titular do rival, VITAL foi apreciado, pelo mesmo jornal, como não tendo "muito espaço para manobrar, teve quase sempre fechados os caminhos da baliza contrária, não conseguiu ensejos para rematar salvo numa ou noutra ocasião, mas também não se deixou vencer sem luta. A resistência com que deparou, a oposição que lhe foi feita, contribuíram para isso e, também, para que o futebol mais elaborado do Benfica não fosse mais agressivo do que o do antagonista".

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2ª. MÃO da SUPERTAÇA NACIONAL: 

SPORT LISBOA E BENFICA, 2 - SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, 1 (29 de Outubro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa,

Arbitro: Nemésio de Castro, de Lisboa,

BENFICA: Botelho; Frederico, Alberto Bastos Lopes; Carlos Alhinho e Pietra; Veloso; Carlos Manuel, Alves (José Luís, 72m) e Nené (capitão), César (Joel, depois do intervalo) e VITAL. Treinador: Lajos Baroti.

SPORTING: Fidalgo; Ademar; Bastos, Eurico, Inácio, Barão (Freire, 74m), Fraguito, Manuel Fernandes (capitão) e Salvador, Jordão e Manoel. Treinador: Srecko Radisic (Jugoslavo).

GOLOS: Jordão (22m); Nené (43m) e VITAL (86m) - que marcou a quatro minutos do fim, o golo da vitória no jogo, e decisivo para a conquista da Supertaça, por parte do Benfica. "O lance nasce de um «livre» por obstrução a Veloso, a bola deriva para o flanco direito, de onde José Luís arranca um bom centro, para VITAL fuzilar, de cabeça, numa entrada fulgurante".

O Jornal "A Bola", titulou, na sua edição de 30 de Outubro de 1980, este jogo decisivo para a atribuição da Supertaça como: "Uma subfinal numa supernoite...Benfica fez estendal de reservistas com possibilidades", na qual o "Chico" VITAL foi: "Mexido, recuando mais do que César, teve por isso, a tarefa mais facilitada. Rápido nos dribles e a conduzir a bola, veio a obter um magnífico golo, num cabeceamento em tudo perfeito, desde a impulsão até ao gesto de tocar a bola de cima para baixo tornando, praticamente impossível a defesa. Vê-se que luta decididamente por ganhar a confiança de Baroti e bem se pode dizer que no «teste Sporting» ficou aprovado".


O "Chico", agora de bigode, atrás do capitão Nené,
 aplaude a entrega da Supertaça, pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, António Ribeiro de Magalhães.

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9ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 3 - ACADÉMICO DE VISEU FUTEBOL CLUBE, 0 (02 de Novembro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa. Relvado húmido, mas bem cuidado. Algum vento. Ligeiros chuviscos,

Árbitro: Américo Lopes, de Setúbal,

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Frederico, Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel, Alves e Shéu; VITAL, César e Nené (capitão). Treinador: Lajos Baroti.

ACADÉMICO DE VISEU: Hélder (expulso do jogo); Emanuel (após a expulsão do guarda-redes, Hélder, passou a ocupar a baliza), José Manuel, Fernando (expulso do jogo), C. Santos (expulso do jogo) e Sobreiro; Águas, Baltasar (Moreira, 75m) e Rodrigo (capitão), Flávio (Simões, 60m) e Arnaldo. Treinador: José Moniz.

GOLOS: Alves (68m); Nené (80 e 83m).

Num jogo cheio de casos de indisciplina, o Jornal "A Bola", titulava, na sua edição de 03 de Novembro de 1980 que foi um jogo de "Lamentável confusão entre um jogo e uma batalha...O Benfica «não precisava disso»? Mas a verdade é que, enquanto foram «onze contra onze», o resultado não passou de 0-0...[Mas] Um «bando dos quatro» liquidou o Académico. Foram eles os quatro expulsos (incluindo um dirigente) e não o árbitro , os principais responsáveis pela derrocada da equipa viseense".

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10ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): CLUBE SPORT MARÍTIMO, 1 - SPORT LISBOA E BENFICA, 2 (09 de Novembro de 1980),

Estádio José de Alvalade, em Lisboa, devido à interdição preventiva do Estádio dos Barreiros, no Funchal. Grande assistência, inferior, no entanto, à que se poderia esperar. Tempo enevoado, sem chuva e com temperatura agradável, mas relvado pesado.

Árbitro: António Garrido, de Leiria,

MARÍTIMO: Ferro; Humberto (Olavo, 63m), Eduardo Luís (capitão), Quim Manuel e Arnaldo, José Pedro, Mário Ventura, Xavier e Fernando Martins, Móia (Rui Lopes, 23m) e o brasileiro Toninho Metralha. Treinador: António Medeiros.

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), Laranjeira (Frederico, 47m) e Pietra; Carlos Manuel, Alves, Shéu e Chalana; Nené e César (VITAL, 88m). Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Mário Ventura (23m), Carlos Manuel (26m) e Nené (69m).

O Jornal "A Bola", na sua edição de 10 de Novembro de 1980, criticou o "Futebol de trazer por casa do «Benfica europeu» [tinha sido apurado para os Quartos-de-Final da Taça dos Vencedores das Taças, eliminando o Malmö, da Suécia] em Alvalade…[Mas] Um golo precioso de Nené compensou três ou quatro que perdeu".

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11ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 2 - VITÓRIA SPORT CLUBE DE GUIMARÃES, 0 (23 de Novembro de 1980),

Estádio da Luz, em Lisboa. Tarde maravilhosa, tépida, sem vento e sem humidade. Relvado em óptimas condições. Grande multidão nas bancadas.

Árbitro: Alder Dante, de Santarém,

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), Laranjeira e Pietra; Shéu (Veloso, 65m); Carlos Manuel, Alves e Chalana ; César (VITAL, 71m) e Nené. Treinador: Lajos Baroti.

V.GUIMARÃES: Vítor Damas; Ramalho, Barrinha, Tozé e Gregório Freixo; Ferreira da Costa, Nivaldo (Brasileiro), Festas e Abreu; Mundinho (Brasileiro) e Blanker (Holandês). Treinadores: José Maria Pedroto/Artur Jorge/António Morais.

GOLOS: Alves (18 e 77m)

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Numa entrevista realizada pelo Jornal "A Bola", publicada na edição de 01 de Janeiro de 1981, com o Treinador LAJOS BAROTI, tendo por título: "A Meio do «Nacional» de 80-81 - O Balanço de Lajos Baroti", no desenrolar da mesma, foi questionado pelo desempenho do "Chico" VITAL, até essa altura, na temporada em questão. Tendo uma opinião muito própria sobre a posição que o "Chico" deveria ocupar no terreno de jogo. Afirmando, assim:

- Como «ponta-de-lança», francamente não gostei. Reconheço que não dei a VITAL grandes oportunidades nesse ugar, mas a verdade é que, em minha opinião, é como centro campista que VITAL terá melhor futuro. Posso estar enganado, mas é assim que penso, neste momento: VITAL será bom centrocampista - rápido a sair do meio-campo, bom no jogo de cabeça, a aparecer na área lançado de trás.


LAJOS BAROTI COM A SUPERTAÇA
GANHA COM O GOLO DECISIVO DO 
"CHICO" VITAL.

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TAÇA DE PORTUGAL (DEZASSEIS-AVOS-DE-FINAL - 1/64):

BENFICA E CASTELO BRANCO (II Divisão - Zona Centro), 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 3 (04 de Janeiro de 1981).

Campo Municipal de Castelo Branco,

Árbitro: Mário Luís, de Santarém,

BENFICA DE CASTELO BRANCO: Rogério (Cardoso, 72); Sequeira, Balacó, Carlinhos e Amaral; Ernesto, Graça, Jordão (Varão, 84m) e Zé Marques, Camolas (capitão) e Gabriel: Treinador: Malta da Silva (antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica).

BENFICA: Botelho; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), Alhinho e Frederico; Carlos Manuel (César, 80m), Alves (VITAL, 80m) e Shéu; Nené, Reinaldo e Chalana. Treinador: Lajos Baroti.

O Jornal "A Bola", na sua edição do dia 5 de Janeiro de 1981, titulou que nesta eliminatória da Taça de Portugal "A Águia de Lisboa voou a meia altura", tal como o "Chico" Vital que "pouco jogou e pouco fez. Nada de importante a assinalar-lhe", escreveu o mesmo Jornal.

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17ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): VARZIM SPORT CLUBE, 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 4 (18 de Janeiro de 1981),

Estádio do Varzim Sport Clube, na Póvoa do Varzim,

Árbitro: António Garrido, de Leiria,


VARZIM: Jesus; Vitoriano, Torres, Serra e Guedes; Pinto (capitão), Albino (Formosinho, 53m), João e Adão (José Domingos, depois do intervalo); António Borges e Valdemar. Treinador: José Carlos.



BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Frederico, Humberto Coelho (capitão) e Pietra; Carlos Manuel, Shéu, Alves (Veloso, 69m) e Chalana; César (VITAL, 69m) e Reinaldo. Treinador: Lajos Baroti.



GOLOS: César (17m); Reinaldo (30m); Carlos Manuel (37 e 87m).



O Jornal "A Bola", na sua edição de 19 de Janeiro de 1981, titulava: "Uma mancha vermelha sobre o relvado da Póvoa...Benfiquistas insuperáveis na técnica do passe", jogo no qual o "Chico" VITAL, quando entrou no mesmo, "foi individualista, contrastando a sua actuação com a simplicidade do futebol praticado pelo Benfica".



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19ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): PENAFIEL FUTEBOL CLUBE, 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (07 de Fevereiro de 1981),

Estádio 25 de Abril, em Penafiel,

Árbitro: Mário Luís, de Santarém,

PENAFIEL: Cerqueira; Carriço, Kikas, Leonel e Artur; Santos (por lesão foi substituído por Ferro, aos 65m), Branco, António Oliveira, Carlos Garcia; Babá e Abel (capitão, substituído por Coimbra, aos 58m). Treinador-Jogador: António Oliveira.

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), Frederico e Pietra; Shéu; Carlos Manuel, Alves, Nené; César (VITAL, 65m) e Reinaldo. Treinador: Lajos Baroti.

Este jogo foi transmitido, em directo, pela RTP, num sábado à noite, tendo o Jornal "A Bola", publicado na sua edição de Segunda-Feira, no dia 09 de Fevereiro de 1981, que tinha sido "Um ponto mui bem ganho tanto por um como por outro".

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TAÇA DE PORTUGAL (OITAVOS-DE-FINAL - 1/8):

SPORT GRUPO SACAVENENSE (II Divisão Nacional - Zona Sul), 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 4 (29 de Março de 1981),

O Jornal "A Bola", titulava, na sua edição de 30 de Março de 1981, que foram precisos "Cinco (!) «Pontas de Lança» para partir a loiça de Sacavém...Mesmo assim, os »encarnados» precisaram de 77 minutos para quebrar uma resistência quase heróica [do Sacavenense]".

Campo do Sacavenense, em Sacavém, perto de Lisboa,

Árbitro: Manuel Poeira, de Faro,

SACAVENENSE: Azevedo; Toni, Quim Santos, Adanjo e Santas-Noites; Quim I (capitão); Jaime (Fonseca, 19m), Fernando Alves (Madeira, 80m) e Quim II; Norberto e Vítor Cruz. Treinador-Jogador: Quim I.

BENFICA: Botelho; Veloso, Alberto Bastos Lopes, Laranjeira e Pietra; José Luís, Shéu e Carlos Manuel (VITAL, 70m); Nené (capitão), César (Reinaldo, 70m) e o brasileiro Jorge Gomes. Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Nené (77 e 82m) e VITAL (80 e 87 m). Os dois golos do "Chico" Vital foram assim descritos, no Jornal "A Bola": No primeiro, aos 80 minutos, foi uma "Jogada de insistência de Veloso, centro por alto, para a grande área, e VITAL a elevar-se muito bem e a fazer um excelente golo de cabeça" e o segundo, aos 87 minutos, foi "Num remate de VITAL fraco e, aparentemente sem grande perigo, mas que Azevedo não foi capaz de deter deixando a bola passar por cima da sua cabeça, depois de a ter visto ressaltar no chão, à sua frente".

Este Jornal, referiu, ainda, que "VITAL, juntamente com Reinaldo, vieram trazer muita força (e muitos golos) ao ataque do Benfica".

Curiosamente neste campo do Sacavenense, o "Chico" sempre se deu bem. Pois em 1977, aquando ao serviço do F.C.Porto, também os eliminou no seu campo.

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25ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): SPORT LISBOA E BENFICA, 6 - CLUBE SPORT MARÍTIMO, 1 (05 de Abril de 1981),

O Jornal "A Bola", na sua edição de 06 de Abril de 1981, titulava que "Acabou num frangalho a defesa dos madeirenses...Quando VITAL e César saltaram do banco para o revaldo, alterando por completo o ritmo e o estado de espiríto da equipa benfiquista, começou a derrocada madeirense".

Estádio da Luz, em Lisboa. Muito público. Tarde primaveril. Relvado excelente.

Árbitro: Marques Pires, de Setúbal,

BENFICA: Bento; Veloso, Humberto Coelho, Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel, Alves, Shéu e Jorge Gomes (César, 56m), Nené e Reinaldo (VITAL, depois do intervalo). Treinador: Lajos Baroti.

MARÍTIMO: Quim; Eduardo Luís (capitão); Humberto, Quim Manuel e Arnaldo; José Pedro, Fernando Martins e Toninho Metralha; Mané (Móia, 79m) e Xavier. Treinador: António de Medeiros.

GOLOS: Reinaldo (8m); Nené (55 e 86m. Este de grande penalidade, após rasteira do madeirense Humberto ao benfiquista VITAL); Carlos Manuel (88m, após passe de VITAL, que "do lado direito, para onde parecia conduzir a bola...internou-se um pouco e tocou para a frente de Carlos Manuel", fazendo este o golo) e Alves (89m, que na última jogada do encontro, após "Centro de VITAL, do lado esquerdo. Remate de Alves, sem preparação. A bola nem chegou a voltar ao centro do terreno", terminando de seguida o encontro).

No final do jogo, o Treinador Húngaro, do Benfica, afirmava: "VITAL e César acabaram com as energias do Marítimo...Dizendo mesmo  que também está a pensar dar uma oportunidade a VITAL" no jogo da 1.ª Mão com o Carl Zeiss Jena, da República Democrata Alemã, para as Meias-Finais da Taça dos Vencedores das Taças, pois "Com VITAL, Nené joga mais à vontade. Estou satisfeito com VITAL, já o disse numa entrevista a «Bola»".

Este mesmo Jornal desportivo avaliou a prestação do "Chico", afirmando que "Parte do êxito de VITAL (que levou nota 3 do Jornal) que jogou muito bem e esteve, até nas jogadas de três golos da sua equipa pode ter sido preparada pelo trabalho de erosão e demolição da defesa madeirense executada por Reinaldo. Mas, de qualquer modo, o «banco» do Benfica teve, ontem, grande influência no rendimento da equipa, pois VITAL e César viriam a revelar-se como soluções alternativas extraordinariamente úteis".

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1ª. MÃO das MEIAS-FINAIS DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS:


CARL ZEISS JENA (RDA), 2 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (08 de Abril de 1981),

Campo Ernst Abbe Sportfield, em Jena, na República Democrática Alemã,

Árbitro: Enzo Barbaresco, de Itália,

CARL ZEISS JENA: Grapenthin; Schnuphase; Brauer, Övermann (por se ter lesionado, foi substituído por Kulb); Kurbjuweit (capitão) e Sengevald; Krause; Lindemann e Vogel (Töpfer, 73m); Bielau e Raab. Treinador: Hans-Joachim Meyer.

BENFICA: Bento; António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão), Laranjeira (Reinaldo, 85m. Apesar de Lajos Baroti pretender que fosse Jorge Gomes o substituído, mas o capitão Humberto Coelho comunicou que Laranjeira estava lesionado) e Veloso; Jorge Gomes; Carlos Manuel, Alves e Shéu; Nené e VITAL (César, 64m). Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Bielau (8 m) e Raab (20m).

O Jornal "A Bola", no dia 09 de Abril de 1981, titulava que "Os Dois golos em Doze minutos" ameaçava uma final europeia ao Benfica.

O mesmo Jornal apreciou o "Chico" VITAL, que foi titular neste jogo, no qual "Movimentou-se, tentou fazer valor o seu poder de elevação perante atletas melhor dotados fisicamente, mas não conseguiu quaisquer resultados práticos dessa sua determinação. Nos lances de contra-ataque não teve oportunidade para tentar o remate e, como é um jogador pouco imaginativo, acabou por transviar alguns passes. Mas entre os actuais «pontas-de-lança» do Benfica (César, VITAL e Reinaldo) era difícil a escolha..."

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26ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): VITÓRIA SPORT CLUBE DE GUIMARÃES, 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (12 de Abril de 1981),

Estádio Municipal de Guimarães. Terreno muito pesado, cheio de poças de água,

Árbitro: José Luís Tavares, de Setúbal,

V. GUIMARÃES: Melo; Ramalho, Tozé, Barrinha e Leopoldo (depois Ribeiro); Joaquim Rocha, Abreu (capitão), Nivaldo e Festas, Fonseca (Mundinho) e Blanker. Treinadores: José Maria Pedroto/Artur Jorge/António Morais.

BENFICA: Bento; Veloso, Humberto Coelho (capitão), António Bastos Lopes e Pietra; Carlos Manuel, Alves Shéue Chalana; Nené e VITAL (César). Treinador: Lajos Baroti.

Segundo o Jornal "A Bola", titulava, a 13 de Abril de 1981, "O vaivém do título sofreu outra avaria...O jogo teve de tudo «Penalties» (desperdiçado um «penalty» por Nené), Golo anulado (aos 85m a Humberto Coelho) e Expulsão (do «luvas pretas» João Alves, por dar demasiados toques antes da marcação de um livre)". Neste encontro na cidade «berço» VITAL, segundo o mesmo jornal, "Fez o que pôdee esteve à beira do golo após passe de Carlos Manuel, "cujo remate apertado por Melo, perdeu-se sem direcção".



A Equipa titular que empatou no Municipal
de Guimarães, estando o "Chico" Vital, agachado,
entre Carlos Manuel e o «luvas pretas», João Alves


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TAÇA DE PORTUGAL (QUARTOS-DE-FINAL - 1/4)

CLUBE DE FUTEBOL ESPERANÇA DE LAGOS (III Divisão Nacional), 1 - SPORT LISBOA E BENFICA, 2 (19 de Abril de 1981),

No Jornal "A Bola", na edição de 20 de Abril de 1981, titulava-se: "Outra expulsão e outro amarelo ou o desgaste físico dos encarnados...Já nem na III Divisão a bola é quadrada para o futebol português - agora foi o Esperança de Lagos a prová-lo".

Campo da Trindade, em Lagos,

Árbitro: Américo Lopes, de Setúbal,

ESPERANÇA DE LAGOS: Hélder; Viola (capitão), Gonzalez, Fernando e Sota; Edmundo, Baganha e Custódio, Nascimento (Amadeu, 54m), Nanina e Vítor Manuel. Treinador: Carlos Sério.

BENFICA: Bento; Humberto Coelho (capitão); Veloso, António Bastos Lopes e Pietra; Carlos Manuel, Jorge Gomes e Chalana; José Luis (Reinaldo, depois do intervalo), VITAL e Nené (César, depois do intervalo, e, que acabou por ser expulso). Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Humberto Coelho (8m) e Reinaldo (68m) e Nascimento (37m).

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2ª. MÃO DAS MEIAS-FINAIS DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS:

SPORT LISBOA E BENFICA, 1 - CARL ZEISS JENA (RDA), 0 (22 de Abril de 1981)

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Patrick Partridge, de Inglaterra,

BENFICA: Bento; Veloso, António Bastos Lopes, Humberto Coelho (capitão) e Pietra; Jorge Gomes (José Luís, 35m), Carlos Manuel, Shéu (VITAL, 80m) e Chalana, Nené e Reinaldo. Treinador: Lajos Baroti.

CARL ZEISS JENA: Grapenthin; Brauer, Övermann (Hoppe, 73m), Sengevald e Kurbjuweit (capitão), Krause, Schilling, Schnuphase e Vogel; Bielau e Raab (Töpfer, 20m). Treinador: Hans-Joachim Meyer.

GOLO: Reinaldo (14m).

O Jornal "A Bola", na sua edição, de Quinta-Feira, dia 23 de Abril de 1981, titulava: "Benfica Adeus à Final [de Dusseldörf]. Houve milagre, Houve-o do Benfica não passar. À equipa portuguesa, que realizou uma segunda parte portentosa, sobraram oportunidades, mas faltou (mais) um golo" e "Durante mais de uma hora os alemães não saíram do seu campo".

Quanto à actuação do "Chico" VITAL, o mesmo Jornal afirmava: "Quase entrava a tempo de salvar a final. O seu poder de elevação pesou, nessa altura, entre a defesa alemã, abrindo grandes buracos que o Benfica desaproveitou".

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28ª. Jornada (1ª. Divisão Nacional): CLUBE DE FUTEBOL "OS BELENENSES", 0 - SPORT LISBOA E BENFICA, 3 (17 de Maio de 1981),

Estádio do Restelo, em Lisboa,

Árbitro: Alder Dante, de Santarém, 

BELENENSES: José Manuel Delgado; Lima, Amílcar, Alhinho e Carlos Pereira (capitão), Sambinha, Peribaldo e Baltasar, Cepeda, Moisés (Tozé, 63m) e Djão. Treinador: Jimmy Hagan (Inglês).

BENFICA: Bento; Veloso, Humberto Coelho (capitão), Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel, Shéu, Alves (Jorge Gomes, 73m) e Chalana; Nené e César (VITAL, 79m). Treinador: Lajos Baroti.

GOLOS: Nené (34 e 85m); Alves (41m).

No Jornal "A Bola", na sua edição de 18 de Maio de 1981, titulava que: "Vermelhos revivificados estão a dois pontos do título" e VITAL no "pouco tempo [que] jogou...ainda teve um lance sensacional, por ele criado, e desperdiçado".

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30ª. Jornada (e última, da 1.ª Divisão Nacional): SPORTING CLUBE DE ESPINHO, 2 - SPORT LISBOA E BENFICA, 0 (31 de Maio de 1981),

Com o Benfica já consagrado como CAMPEÃO NACIONAL DA ÉPOCA 1980-1981 - jogou a última jornada em Espinho, o Jornal "A Bola, na sua edição de 01 de Junho de 1981, titulava: "Mais uma festa furada mas esta à boa paz...O jogo só durou 84 minutos por motivo da invasão festiva dos adeptos do Benfica...[na qual] O Espinho [foi] Dono-da-Bola, [e] Benfica Dono-da-Festa".

Campo da Avenida, em Espinho,

Árbitro: Santos Luís, de Coimbra,

SP. ESPINHO: Serrão; Coelho, José Freixo, Amândio e Raúl, João Carlos (Jacinto, 69m), Carvalho e Rodrigo, Moinhos (Canavarro, 73m), Reis (capitão) e Vitorino. Treinador: Manuel José.

BENFICA: Bento; Veloso, Humberto Coelho (capitão), Laranjeira (Frederico, 65m) e Pietra; Carlos Manuel, Alves, Shéu e Chalana; Nené e César (VITAL, 73m).

GOLOS: Vitorino (2m) e Coelho (59m).

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FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL:

SPORT LISBOA E BENFICA, 3 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1 (07 de Junho de 1981),

Estádio do Jamor, perto de Lisboa. Enchente total. Tarde quente, luminosa. Apenas uma brisa suave soprava no Vale do Jamor. Relvado à medida do seu prestígio e das suas tradições,

Árbitro: Alder Dante, de Santarém,

BENFICA: Bento; Veloso, Frederico, Laranjeira e Pietra; Carlos Manuel (VITAL, 84m), Alves (António Bastos Lopes, 84m), Shéu e Chalana, César e Nené (capitão). Treinador: Lajos Baroti.

F.C.PORTO: Tibi; Gabriel, Simões, Freitas e Lima Pereira (Romeu, 80m); Jaime Pacheco, Teixeira (Sousa, 65m), Rodolfo (capitão) e Jaime Magalhães; Walsh e Costa. Treinador: Hermann Stessl.

GOLOS: Veloso (9m, na própria baliza) e Nené (31, 56 e 85m). No último golo de Nené, e do jogo,"VITAL, que intervinha no jogo pela primeira vez (entrara em campo escassos segundos antes), ganhou um lance confuso e tocou a bola para Shéu, que, com um passe em profundidade a colocou «nas costas« da defesa portista. Nené correu como um danado e, na passada, desferiu o remate mortal".

O Jornal "A Bola", na sua edição de 08 de Junho de 1981, titulou, que "A «Classe dos Campeões» domou a fúria dos portistas...Três passes de Shéu, Três golos de Nené", num jogo em que VITAL, que se despedia, em beleza, do SPORT LISBOA E BENFICA, "jogou cinco minutos e interferiu no lance do terceiro golo do Benfica, pois foi nele que a jogada começou. Nada mau em tão pouco tempo".


EM SUMA: O "Chico" VITAL, pelo SPORT LISBOA E BENFICA jogou 28 JOGOS OFICIAIS e MARCOU 4 GOLOS, tendo ganho numa só Época, que aí esteve, todas as Competições Nacionais: CAMPEONATO, TAÇA E SUPERTAÇA DE PORTUGAL e chegado às MEIAS-FINAIS DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS. Parabéns "Chico", por esta carreira bonita no BENFICA!!!!.